Banco Mundial prevê crescimento de 0,5% para Brasil em 2017

As razões para a baixa perspectiva do PIB regional são os baixos preços das commodities, a redução no crescimento das economias avançadas entre outros fatores


Geral - 11/01/2017
Para o mundo a projeção é de alta de 2,7%
Para o mundo a projeção é de alta de 2,7% - Créditos: Foto/Divulgação
      O Banco Mundial prevê um crescimento de 0,5% para o Brasil, em 2017. O país só está na frente do Haiti (-0,6%), do Equador (-2,9%) e da Venezuela (-4,3%) nas previsões da instituição para a América Latina. Para o mundo a projeção é de alta de 2,7%.
      A perspectiva brasileira também é baixa se comparada aos países emergentes, que saltaram de uma estimativa de 3,4%, no ano passado, para 4,2%, neste ano. A retração na América Latina foi calculada em 1,4%, em 2016, o segundo ano consecutivo de recessão na região e a primeira contração plurianual em mais de 30 anos. Para 2017, o Banco Mundial espera a retomada do crescimento ainda que pequena, estimada em 1,2%.
     As razões para a baixa perspectiva do PIB regional são: os baixos preços das commodities, a redução no crescimento das economias avançadas e os desafios no plano doméstico nas maiores economias da América Latina, especialmente no Brasil.
     Apesar de indicar uma estimativa quase nula de crescimento para o Brasil neste ano, o Banco Mundial elogiou o calendário de reformas, colocando o país ao lado da Argentina entre as nações que estão fazendo esforços para melhorar as condições da economia localmente.
     “Na Argentina e no Brasil, o lançamento de reformas favoráveis às empresas e orientadas para o mercado, bem como o acordo da Argentina com seus credores, foram acontecimentos que levaram a uma percepção mais positiva por parte dos investidores”, informou a instituição no relatório “Fraco investimento num período de incertezas”. O documento trouxe previsões para toda a economia mundial.
      No caso brasileiro, o crescimento de 0,5% foi estimado levando em conta a implementação de reformas no plano fiscal e a liberação de restrições ao mercado no plano dos investimentos. Ambas as medidas ainda estão em fase de implementação e não foram consolidadas. O Banco Mundial considerou ainda que o país sofreu uma retração no consumo e no investimento privado, em 2016, mas houve retomada da confiança com o início da aprovação de reformas pelo Congresso e anúncios neste sentido pelo governo do presidente Michel Temer.
      De maneira geral, o Banco Mundial acredita que haverá estabilização nos preços das commodities com recuperação gradual no médio prazo, o que deve proporcionar um “alívio modesto” aos exportadores regionais. Neste aspecto, a desvalorização das moedas locais e a elevação do dólar, após a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, deverão favorecer ainda mais os exportadores.
      O Brasil está em último lugar entre as previsões para os membros dos Brics. A Rússia deverá crescer 1,5%. A China está com previsão de 6,5% e a Índia de 7,6%. A África do Sul deverá ter um PIB de 1,1%. O Brasil é o único que está abaixo de 1%.

[Fonte:   Valor Economico On-Line]
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